Crescimento Econômico Mundial

A economia mundial sofre altas e baixas ao longo dos anos. Do início do século XXI para cá, as economias estadunidenses e chinesa brigavam pelo primeiro lugar e vários outros países acompanhavam o desenvolvimento dessas duas potências. Porém, a pandemia de coronavírus de 2019 bagunçou o cenário global.

Jun 7, 2021 - 07:13
Jun 7, 2021 - 07:11
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Crescimento Econômico Mundial
Crescimento Econômico Mundial

Crescimento Econômico Mundial

 A economia mundial sofre altas e baixas ao longo dos anos. Do início do século XXI para cá, as economias estadunidenses e chinesa brigavam pelo primeiro lugar e vários outros países acompanhavam o desenvolvimento dessas duas potências. Porém, a pandemia de coronavírus de 2019 bagunçou o cenário global.

Em 2020, a África do Sul sofreu retração de 7,8%; Argentina, 10,6%; Bolívia, 6,7%; Brasil, 4,5%, Chile; 6,3%; Equador, 9,5%; Estados Unidos da América (EUA), 3,6%; Índia, 9,6%; Japão, 5,3%; México, 9%; Paraguai, 1,1%; Peru, 12%; Rússia, 4%; os Estados Unidos da América sofreram retração de 2%; o Japão, 5,3%; Rússia, 4%; Índia, 4,3%; Zona do Euro, 7,4%. Somente poucos países como a China e a Turquia conseguiram aumentar o seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, esta com um aumento de 0,5% e aquela com um aumento de 2%.

Isso se deu por conta da forma como as relações de trabalho foram alterados por conta do vírus. Milhões de pessoas nos mais variados países viram seus paradigmas de trabalho sofrerem severas alterações. Empresas adotaram o teletrabalho como forma de fazer com que a máquina continuasse girando, mas aquelas profissões que não podiam se valer dessa ferramenta tiveram sérios cortes nos seus quadros de pessoal. Dessa forma, o desemprego se alastrou por todo o globo, sendo uma das principais causas da queda econômica.

A produção de automóveis ao redor do mundo, por exemplo, foi bem afetada e várias fábricas tiveram que ser fechadas. Algumas da fábrica da Ford foram fechadas no Brasil e o turismo nos países europeus também sofreu por conta do avanço da doença pelo continente. Países como França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha são exemplos de nações que perderam e muito com a viagem de pessoas para visitar seus pontos turísticos.

Com relação ao cenário brasileiro, o coronavírus apenou os três setores da economia brasileira, agropecuária, indústria e serviços, de forma variada. É possível dizer que o setor industrial foi o que mais sofreu em um primeiro momento, mas o setor de serviços também foi muito afetado à medida que a pandemia ia se arrastando. No final, o segundo setor fechou o ano com uma queda de 3,5% e o setor de serviços fechou em baixa de 4,5%. Somente o setor de agropecuária pareceu “inabalável” diante da pandemia, sendo o único que apresentou crescimento no ano de 2020, fechando o ano com um aumento de 2%. Infelizmente, esse aumento do primeiro setor não foi o bastante para conter os efeitos da pandemia e a economia brasileira fechou o ano de 2020 em -4,1%, valor mais baixo desde a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que se iniciou em 1996.

A construção civil foi o setor mais impactado do ramo das indústrias, sofrendo baixa de 7% após uma alta de 1,5% no ano de 2019. Outros setores como água, eletricidade e gestão de resíduos também não escaparam dos efeitos da pandemia sobre suas cadeias de produção.

Já no âmbito dos serviços, é possível citar a área de “outras atividades de serviços” como a que mais sofreu com o vírus, sendo esse setor comtemplado por atividades como restaurantes, bares, academias e hotéis. Ademais, a área de transportes sentiu as vibrações da pandemia, despencando cerca de 9,2% em 2020. É importante dizer, por fim, que o setor de serviços é a principal esfera na composição do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, representando aproximadamente 70% do total.

Mas o quadro econômico mundial tende a ser melhor em 2021 de acordo com o Banco Mundial, porque os países estão começando a se recuperar da pandemia devido ao desenvolvimento e à aplicação de vacinas. São projetados crescimento na ordem de 3,3% para a África do Sul; 4,9% para a Argentina; 3,9% para a Bolívia; 3% para o Brasil; 4,2% para o Chile; 7,9% para a China; 3,5% para o Equador; 3,5% para os Estados Unidos da América; 5,4% para a Índia; 2,5% para o Japão; 3,7% para o México; 3,3% para o Paraguai; 7,6% para o Peru; 2,6% para a Rússia; 4,5% para a Turquia; 3,4% para o Uruguai e 3,6% para a Zona do Euro.

As previsões se mostram sensatas ao se levar em conta a reabertura progressiva do comércio em vários países aqui citados. Bares, restaurantes e serviços em geral já estão começando a impulsionar as economias novamente e o turismo já voltou, apesar de tímido, a ser incentivado em alguns países. Porém, é importante ressaltar que o crescimento econômico mundial está intrinsecamente ligado a capacidade das nações de combater o vírus em seus territórios e em escala global, uma vez que o mundo globalizado não permite pensar apenas individualmente. O impacto varia de acordo com a importância da nação no cenário global. Um país como os Estados Unidos, ainda afetado pela pandemia enquanto o todo o resto do mundo melhora, ainda causa um grande impacto no final devido à interdependência que o mundo tem para com esse país, por exemplo.

Por fim, é preciso contar com a continuidade da política monetária expansionista que vem sendo aplicada pelos principais bancos centrais do mundo, políticas fiscais, auxílios econômicos por parte dos governos para empresas e pessoas mais carentes. Tudo isso deve ser bem planejado para que, quando se chegar ao final da crise pandêmica, as economias não sofram os efeitos dessas práticas, como uma disparada da inflação, e possam ter uma aterrisagem suave após o voo turbulento que enfrentaram devido às adversidades que o coronavírus causou a todo o mundo. Empresas fecharam, empregos foram perdidos, qualidade de vida foi perdida e muitos doenças psicológicas, como ansiedade e depressão, surgiram durante esses últimos anos por conta da pandemia, mas existe uma esperança no final do túnel para todos esses problemas e, com ela, o crescimento e retorno ao desenvolvimento e, sobretudo, a sensação de ter vencido um capítulo sombrio na história da humanidade.

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